Novembro 13, 2009
Carta de um colorado a nação gremista
Apesar de ser colorado, aprendi a respeitar o Grêmio e sou sabedor de que é um dos clubes mais fortes da América do Sul, assim como o Internacional, principalmente pela força de suas torcidas.
Tenho quase trinta anos e acompanho de perto o cenário do futebol do Rio Grande do Sul desde muito cedo (meu pai me levou a primeira vez ao beira-rio com dois anos) e torço pelo Inter assim como seco o Grêmio toda santa semana como qualquer gaúcho que gosta de futebol faz.
Dito isto, gostaria de expressar desta vez a minha tese sobre o Grêmio, e porque o clube amarga desde o ano de 1997 maus resultados com a exceção daquele time da ISL, que custou caro ao clube.
O Grêmio vive a sombra do time de 1995, como se não existisse antes daquele ano, tentando sempre resgatar a fórmula do segredo daquele time reconhecidamente bem sucedido sobre o comando de Luis Felipe Scolari. A escalação de Danrlei, Arce, Adilson, Rivarola e Roger, Dinho, Goiano, Adilson e Carlos Miguel Paulo Nunes e Jardel, soa como música nos ouvidos dos gremistas.
O problema é que o Grêmio a cada contratação de um “nove” ainda procura um substituto para Jardel, a cada técnico um novo Felipão, a cada volante um raçudo como Dinho e o goleiro tem que ter um “estilo Danrlei”. Nas contratações procuram a sorte grande que foi o achado de Paulo Nunes e Jardel, justificando todos os erros da direção.
Porém o que tem que ser dito é que o Grêmio é muito maior que o time de 95 e pode sim voltar a ser campeão com um elenco que não tenha aquelas características, sabendo que o clube pode ter raça sem ser “castelhano” com a torcida cantando em português, sem avalanche, sendo menos fake, como era antes de 95.
Olhando para o Grêmio, eu vejo que ele tem o fardo de carregar aquele time nas suas costas como se devesse satisfação para o espírito daquela época querendo de adonar de um estilo de jogo que na realidade pertence a todo clube campeão, que é o de entrega pela vitória.
Tenho certeza que Paulo Autuori poderia devolver ao clube o caminho da vitória mas ele visivelmente se sentiu desamparado aos olhos da comunidade Gremista, não tendo o engajamento necessário para dar aquela liga de time vencedor.
Como colorado não posso desejar outra coisa senão uma vida longa a este espírito mau assombrado que é o de 1995, que siga a rondar o olímpico, para que eu possa desfrutar de superioridade até com esse time do Mario Sérgio.
Pedro Alfonsin, sócio colorado desde os primódios


