A seguir, o FIFA.com apresenta as partes mais importantes da coletiva, que se concentrou nos incidentes em partidas decisivas das eliminatórias, nas irregularidades no mercado de apostas e em medidas para aprimorar a arbitragem.
Joseph S. Blatter, presidente da FIFA
Sobre os incidentes em diferentes partidas decisivas das eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010
“Como todos sabem, ocorreram diferentes incidentes nas partidas de repescagem das eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA. Foi uma questão das regras do jogo: na África, por exemplo, teve de haver um jogo a mais entre Egito e Argélia, algo difícil de organizar. Depois de discutirem o regulamento detalhadamente, os secretários-gerais das diferentes confederações vão elaborar um relatório que analisaremos em março, quando tivermos a nossa próxima reunião. Então veremos se modificaremos o sistema de disputa das eliminatórias.”
Sobre as possíveis mudanças do sistema de arbitragem
“Falamos sobre o que fazer com a arbitragem no futuro. É claro que o árbitro principal, assim como os assistentes, não conseguem ver tudo o que acontece no campo de jogo. Então é melhor acrescentar novos árbitros ou abrir as portas à tecnologia? Teremos de fazer uma avaliação, mas uma decisão já tomamos: manteremos o uso em caráter experimental de mais dois árbitros na Liga Europa até as fases finais, mas não haverá nenhuma mudança para a Copa do Mundo da FIFA 2010. Manteremos um árbitro principal, dois assistentes e um quarto árbitro. Não há discussão a respeito, a competição está muito próxima para avaliar outras possibilidades.”
Sobre as apostas ilegais e manipulações de resultados em todo o mundo
“Tenho o orgulho de anunciar que recebemos o apoio maravilhoso de uma nova parceira no combate a estas situações. Não podemos nos envolver nos tribunais dos diferentes países, mas a Interpol colaborará com a nossa luta e criará uma força-tarefa internacional para combater as apostas ilegais e irregulares no esporte, e especialmente no futebol. Juntos, unindo os programas já existentes, trabalharemos para o controle da transparência no futebol.”
Sobre a partida das eliminatórias entre França e Irlanda, disputada no dia 18 de novembro de 2009
“O Comitê Disciplinar da FIFA abriu uma investigação sobre o comportamento do jogador francês Thierry Henry. Portanto, continuará examinando o que ocorreu na partida. Não sei o que sairá desse caso, pois não se trata de um assunto do Comitê Executivo, mas do Comitê Disciplinar, e precisamos deixar que ele faça o seu trabalho.”
Sobre os incidentes ocorridos nos encontros entre Argélia e Egito pelas eliminatórias africanas nos dias 14 e 18 de novembro de 2009
“Naquelas partidas ocorreram incidentes relatados pelo árbitro e pelos observadores oficiais. Por isso o Comitê Disciplinar abriu uma investigação. Quais providências podem ser tomadas? O comitê trabalha com base no Código Disciplinar, e todas as possibilidades estão presentes nele. O que posso dizer é que as 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo da FIFA conquistaram o seu lugar no campo de jogo e estarão presentes no sorteio da próxima sexta-feira.”
Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA
Sobre o parâmetro utilizado para definir os cabeças-de-chave do sorteio final do dia 4 de dezembro
“Está muito claro, porque utilizamos o Ranking Mundial de outubro de 2009 de acordo com a UEFA. A decisão foi adotada para abranger um período em que todas as seleções da Europa tivessem jogado a mesma quantidade de partidas. Do contrário, por exemplo, a França teria tido vantagem sobre a Inglaterra por computar duas partidas oficiais a mais, mesmo tendo a Inglaterra vencido todos os seus compromissos. Esta decisão foi tomada com a UEFA e foi a mais justa para todos.”
Gato… Para cartolas são -paulinos, a rejeição dos embargos de declaração no TJ não muda nada o cenário atual. “Vai ter jogo no domingo do mesmo jeito, e é possível que esse processo só chegue ao fim quando o Juvenal não for mais presidente”, analisa o diretor jurídico do clube, Kalil Rocha Abdala.
…e rato. Os opositores dizem que vão aguardar para saber que posição tomar, mas que esperam um encontro com Juvenal para discutir o caso. No entendimento deles, o mandato do presidente está sub judice, e o clube pode ter dificuldade para conseguir crédito no mercado.
]]>Tenho quase trinta anos e acompanho de perto o cenário do futebol do Rio Grande do Sul desde muito cedo (meu pai me levou a primeira vez ao beira-rio com dois anos) e torço pelo Inter assim como seco o Grêmio toda santa semana como qualquer gaúcho que gosta de futebol faz.
Dito isto, gostaria de expressar desta vez a minha tese sobre o Grêmio, e porque o clube amarga desde o ano de 1997 maus resultados com a exceção daquele time da ISL, que custou caro ao clube.
O Grêmio vive a sombra do time de 1995, como se não existisse antes daquele ano, tentando sempre resgatar a fórmula do segredo daquele time reconhecidamente bem sucedido sobre o comando de Luis Felipe Scolari. A escalação de Danrlei, Arce, Adilson, Rivarola e Roger, Dinho, Goiano, Adilson e Carlos Miguel Paulo Nunes e Jardel, soa como música nos ouvidos dos gremistas.
O problema é que o Grêmio a cada contratação de um “nove” ainda procura um substituto para Jardel, a cada técnico um novo Felipão, a cada volante um raçudo como Dinho e o goleiro tem que ter um “estilo Danrlei”. Nas contratações procuram a sorte grande que foi o achado de Paulo Nunes e Jardel, justificando todos os erros da direção.
Porém o que tem que ser dito é que o Grêmio é muito maior que o time de 95 e pode sim voltar a ser campeão com um elenco que não tenha aquelas características, sabendo que o clube pode ter raça sem ser “castelhano” com a torcida cantando em português, sem avalanche, sendo menos fake, como era antes de 95.
Olhando para o Grêmio, eu vejo que ele tem o fardo de carregar aquele time nas suas costas como se devesse satisfação para o espírito daquela época querendo de adonar de um estilo de jogo que na realidade pertence a todo clube campeão, que é o de entrega pela vitória.
Tenho certeza que Paulo Autuori poderia devolver ao clube o caminho da vitória mas ele visivelmente se sentiu desamparado aos olhos da comunidade Gremista, não tendo o engajamento necessário para dar aquela liga de time vencedor.
Como colorado não posso desejar outra coisa senão uma vida longa a este espírito mau assombrado que é o de 1995, que siga a rondar o olímpico, para que eu possa desfrutar de superioridade até com esse time do Mario Sérgio.
Pedro Alfonsin, sócio colorado desde os primódios
]]>Um para a tradicional Revista Visão Jurídica: www.revistavisaojuridica.uol.com.br
A outra para o Blog do Rosseti: www.rodrigoroseti.blogspot.com
]]>Fonte: Folha de São Paulo
Insatisfeitos com projetos e descrentes quanto ao financiamento, executivos da entidade e organizadores já estudam a mudança
A Copa de 2014 corre risco de encolher. Executivos da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local) podem eliminar até duas cidades antes do fim do ano, reduzindo o total de sedes a dez.
]]>O que tenho a dizer é que clubes brasileiros corriqueiramente roubam uns dos outros seus principais talentos da base.
Porém a FIFA não tem competencia para legislar em ambito interno, mas é sempre bom ficar de olho.
]]>Foi um absoluto sucesso o evento de direito desportivo no TST. Apesar da superficialidade com que os temas foram abordados não se pode deixar de externar que o Direito Desportivo saiu engrandecido do evento.
]]>No link abaixo pode ser lido o texto da minuta do novo CBJD:
]]>Fonte: Site do Grêmio (www.gremio.com.br)
O Grêmio, buscando valorizar cada vez mais sua marca e sua torcida, agora fecha parceria com a empresa TNS Sport para consultoria em marketing esportivo.
O vice-presidente Cesar Pacheco e o representante da TNS, parceira do clube dos 13, Cesar Gualdani, estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira, 18, para o acerto. Gualdani explica que a TNS Sport Brasil, a exemplo dos seus escritórios na Inglaterra, Alemanha, França, Espanha e China, conduz regularmente a execução da mais detalhada pesquisa de mercado junto ao torcedor de Futebol do Brasil. Essa pesquisa é a base dos estudos e análises do Soccerscope®, uma poderosa ferramenta estratégica.
A parceria visa entender as necessidades das marcas e compô-las com a dinâmica do futebol, melhorando o direcionamento das ações das empresas, o que possibilita gerar o valor esperado com os investimentos feitos no Futebol brasileiro.
]]>Como o formato atual impede os clubes de futebol de gerarem receita compatíveis com o mercado internacional.
RICARDO OGNIBENE e PEDRO ALFONSIN*
Como sabido há muitos anos, quiçá décadas, o Brasil tem domínio absoluto de um produto extremamente mal explorado, o futebol. Somos responsáveis pelos maiores negócios esportivos da história, provemos profissionais de qualidade aos quatro cantos do mundo, mas nossa gestão ainda é tão ruim que não conseguimos sequer gerar receitas com nosso próprio ativo.
Quando mencionamos que a gestão é ruim não estamos privilegiando ninguém, a gestão dos clubes é ruim, das Federações, Confederações, Sindicatos , Associações e quem mais esteja envolvido.
Contudo, nos atendo especificamente à questão das receitas, não podemos deixar de mencionar a questão do calendário do futebol brasileiro atual, gerador contínuo de prejuízos, tanto pela realização de longos campeonatos estaduais, como pela inversão junto ao calendário europeu.
Não há razão lógica para a realização de campeonatos estaduais no Brasil, principalmente tão longos. Diante do cenário atual, completamente dependente do chamado “Sport business”, em que a sua existência ou não dependem de uma chamada “viabilidade financeira”, é inconcebível que os clubes se permitam perder 4 meses do ano para receber uma Cota de TV ínfima, que não cobre despesas muitas vezes, simplesmente para ser conveniente à uma federação e uma TV.
Pra se ter uma idéia, saindo do eixo RJ – SP, um clube top paranaense recebe algo em torno de R$ 500 mil reais em direitos de TV pela campeonato estadual, dinheiro esse que não cobre sequer despesas com alimentação e transporte da equipe, causando perdas financeiras substanciais aos clubes locais.
No cenário global atual, os negócios deveriam perder o sentido quando causam prejuízo à uma das partes, mas no futebol brasileiro ainda é diferente.
Tal fato acaba se refletindo nas formas mais simples possíveis, por exemplo, em nosso calendário desportivo.
Pergunta-se: Alguém tem noção de quanto os clubes brasileiros perdem anualmente SOMENTE em função do calendário?
De fato é um número incalculável, haja vista que não temos idéia de quantos novos negócios apareceriam anualmente e progressivamente com o tempo, mas desta vez vou me ater unicamente a algo de extremo prestígio e costume no mundo inteiro nessa época, os torneios de pré-temporada.
Praticamente 100% dos clubes da Série A1 do Campeonato Brasileiro receberam um convite para disputar algum torneio desse cunho ao redor do mundo, e o que isso quer dizer?
RECEITA!
Cada torneio desse envolve para os clubes receitas com TV, ingressos, exposição de imagem, exposição de atletas em período de transferência, sem contar o lado da internacionalização da marca e a parte de marketing a ser explorada. Ou seja, os clubes perdem isso anualmente em função do calendário obsoleto e sem sentido do futebol, e pior, não se vê efetiva tentativa de mudança aqui.
Exemplo destes torneios somente em 2009, teve o Internacional/RS.
Convidado a participar da Peace Cup, na Espanha, onde disputaria com Real Madrid (estréia de Kaká), Juventus, Werder Bremen, Lyon, Sevilla, Besiktas, Porto, Aston Villa e, pasmen, LDU, um prêmio de 2 milhões de Euros, em um período de duas semanas, teve sua intenção frustrada em função do calendário e da confederação, que não autorizou a saída do clube no período, assim como fez com muitos outros.
Mas qual a contrapartida? Qual o motivo da subserviências tão passiva dos clubes? Não chegou a hora de cada diretoria tomar as rédeas dos seus negócios e buscar situações mais interessantes para si próprias? Essa questão do calendário é tão simples de ser resolvida, da onde vem tanta força contrária à sua regularização?
Situação patética e semelhante se deu exatamente, agora na Copa das Confederações com a seleção brasileira. Enquanto todos os times do planeta estavam de férias, o que possibilitava a convocação de qualquer atleta para uma competição, os maiores clubes brasileiros estavam disputando fases finais de competições importantíssimos, como Taça Libertadores e Copa do Brasil, e equipes como São Paulo, Cruzeiro, Corinthians, Inter e Grêmio acabaram sendo gravemente prejudicadas, mas isso certamente é algo que não importa para ninguém, além do próprio clube.
Se é tão difícil, manter os jogadores fora de série no Brasil, para quem acompanha futebol é inadmissível que esse esforço solicitado inclusive pelo Presidente Lula, seja muitas vezes subtraído dos clubes em fazes decisivas.
É de se dizer que a FIFA passa aos clubes e Federações a programação de suas até 2014, e que países como Argentina, México ou até mesmo Equador já adaptaram seus calendários ao da FIFA, não estando o Brasil adaptado nem mesmo a um bloco “não-europeu”.
Além disto, não há como não mencionar a questão das cotas de TV, que tanto “aflige” os clubes.
O artigo 42 da Lei 9.615/98 previu há quase 11 anos que os clubes tivessem direito a negociar seus direitos INDIVIDUALMENTE, formato utilizado com êxito no mundo todo, por que não o fazemos?
Imagine, você, no domingo, ligando no canal X assistindo sua equipe, o torcedor da outra equipe assistindo no canal Y a dele, e quiçá, um terceiro time no canal W, isso é democracia.
Os envolvidos no futebol dizem que estão fazendo as coisas mudarem, mas, data máxima vênia, fazer o básico não é mudança e ser honesto não é virtude, é essencial.
Brigar pelos interesses dos clubes vai muito além do que pressionar árbitro e fazer cobranças vazias em programas de TV, a mudança de atitude é muito maior, INDEPENDÊNCIA é a palavra aqui.
O que precisamos é uma mudança de atitude, e provavelmente o “espírito da Copa 2014” trará isso. Porém, mais do que isso dependemos da mudança de atitude dos gestores, que precisam sair de cima do muro. As metas precisam ser mais bem definidas, e, quando definidas, que de forma objetiva e concreta para sua realização, pois o tempo para o Brasil acabou.
RICARDO OGNIBENE é sócio da One Sports Business, empresa especializada em consultorias na área desportiva, além de membro dos Institutos Brasileiro (IBDD) e Ibero Americano de Direito Desportivo (IIDD). (ognibene@onesports.com.br )
PEDRO ALFONSIN (pedro@alfonsin.com.br) é advogado, sócio do Ricardo Alfonsin Advogados, pós-graduado em direito desportivo, presidente da comissão especial do jovem advogado da OAB/RS e coordenador do Grupo de Estudos de Direito Desportivo (GEDD).
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